sexta-feira, 7 de junho de 2019

REGRESSO A CABO VERDE (XIII)



Tomar o Oásis de assalto, fazendo da esplanada do bar, base de convívio, passou a rotina diária, como se, a câmara de oficiais, acedêssemos. Então, os gins e outros tónicos retemperadores, eram esperados, por vezes, com alguma impaciência. Virada a poente, não tardavam a surgir os reflexos e refracções que, o Sol, beijando a linha do horizonte, sempre desafia os mais exigentes fotógrafos, amadores ou não. 
Detrás para a frente, da Cidade Velha aos nossos dias, os portugueses urbanizaram (rua banana), e Siza Vieira, um dos portugueses notáveis, requalifica, nos dias de hoje, este valioso património, património da humanidade!!! Percorrida a vasta e bela infraestrutura de defesa, conhecida por fortaleza de S. Filipe, defesa das incursões/assaltos dos piratas, tão atuais, os rabelados HC, dispensaram visita à catedral, em restauro, imagine-se, para empregar seu curto tempo, nas compras! Era vê-los no Largo do Pelourinho e Centro Cultural, entre tabancas, escolhendo pulseiras, colares e tartarugas, artesanato corrente local.





























REGRESSO A CABO VERDE (XII)



Comunidade rabelada, incluída no circuito turístico, transportou-nos para formas de viver e culturais, que não nos eram estranhas, já que, por dever de profissão, aldeias genuínas nas práticas sociais e culturais africanas, faziam parte das populações naturais das ex-colónias onde exercemos a nossa profissão, em prol da soberania. Da habitação, alimentação e relacionamento comunitário, à vivência cultural, tudo serve o produto final, ou seja, proporcionar aos visitantes um produto turístico aliciante. Ao grupo de rabelados HC, até foi dado participar na preparação do milho, base da cachupa que, pelo mundo desenvolvido, é passaporte, entre outros, da cultura cabo-verdiana. Ao GT, foi dada oportunidade de, pilão/cotchi municiado, malhar, qual artilheiro municiando a peça… FOGO À PEÇA, e, autóctones gracejando e o pilão volteando!!!  Milho moído, farinha separada do farelo, em gesto ritmado, sem quebras.


















REGRESSO A CABO VERDE (XI)



Visionar, ou mesmo vivenciar o que de mais significativo a ilha possui, tinha no Museu do Tarrafal destino obrigatório e agitador de consciências. Antes porém, surpresa bem guardada, o guia e sua família, abriram portas e ofereceram cuscuz e fritos, tradição gastronómica apreciada por todos nós. Todos a bordo, e eis-nos de volta ao suave empedrado, após registo fotográfico.
O Tarrafal, estabelecimento prisional, infame marco da presença humana, virou destino turístico, tal como os rabelados que, de rabelados ou revoltados com a igreja, cumprem, sendo paragem obrigatória. Desumanidade por erradicar, museu que todos perturba, faz dos vazios, silêncios e murais, o espelho do vil castigo, por delito de opinião, ou liberdade de pensamento! Mais palavras, deixo para o que em cada um suscita. SILÊNCIO…
A praia de areia fina, onde a liberdade de pessoas e animais coexistia, foi igualmente visitada, tornando-se pois quase irónico, a coexistência de sentimentos, punidor e libertador!