quarta-feira, 26 de março de 2025

ALMOÇO CONVÍVIO DE MARÇO

Mãe soberana, alegoria religiosa pela qual, às mães é dado relevo por evocação da Nossa Senhora da Piedade, pela Páscoa, tendo por momento exaltante,  e que aos peregrinos desafia, a subida ao santuário, por caminho de pé posto, sacrifício que aos portadores do andor é exigido. Enfim, aos crentes, perdoai o mal que faz pelo significado que tem!
Estamos em Loulé, cidade plantada em pleno barrocal algarvio, cuja presença na tômbola dos destinos algarvios, associa-se ao Carnaval, relevante tradição que põe a cidade entre os destinos preferidos dos portugueses e não só. Quem não transpôs o viaduto Duarte Pacheco? Para quem não sabe, aqui fica a referência, trata-se de ilustre louletano em rotunda referenciado.
Das mães, que sendo soberanas nos lares, às mulheres, cuja renúncia à apatia e indiferença à submissão, saem do anonimato para reivindicar igualdade de oportunidades e proveitos, reivindicar o direito à escolha, o direito ao voto. 
A Primavera dá os primeiros passos e os dias tocados ao ritmo de Verão, ocasião para os pólenes se libertarem e aos indefesos idosos criarem mal estar que, só por piedade da mãe soberana, fazem aparição entre os pares. 
Nove convivas, entre lombos e trincãozinhos repartidos, entregam-se à degustação sem complexos, talvez resguardados pela enzima que, sendo prodigiosa, tudo digerem mesmo que à feijoada recorram, feijoada que, sendo transmontana, dos enchidos de Vinhais fazem gala. Gala mereceu o amigo Zenóbio pelas 81 primaveras comemoradas e agora redobradas, pois manda a tradição, ainda a enzima do anonimato vivia, já os velhos marinheiros, bar aberto, os estômagos apaziguavam, os amigos saudavam.
POR FAVOR, AOS ESTÔMAGOS DESPREVENIDOS, REFORCEM ENZIMAS, DAS PRODIGIOSAS POIS ENTÃO! EM CASO DE DÚVIDA, CONTATEM O XICO.
João Sadler Simões



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