Mãe soberana, alegoria religiosa
pela qual, às mães é dado relevo por evocação da Nossa Senhora da Piedade, pela
Páscoa, tendo por momento exaltante, e que aos peregrinos desafia, a
subida ao santuário, por caminho de pé posto, sacrifício que aos portadores do
andor é exigido. Enfim, aos crentes, perdoai o mal que faz pelo significado que
tem!
Estamos em Loulé, cidade plantada
em pleno barrocal algarvio, cuja presença na tômbola dos destinos algarvios,
associa-se ao Carnaval, relevante tradição que põe a cidade entre os destinos
preferidos dos portugueses e não só. Quem não transpôs o viaduto Duarte
Pacheco? Para quem não sabe, aqui fica a referência, trata-se de ilustre
louletano em rotunda referenciado.
Das mães, que sendo soberanas nos
lares, às mulheres, cuja renúncia à apatia e indiferença à submissão, saem do
anonimato para reivindicar igualdade de oportunidades e proveitos, reivindicar
o direito à escolha, o direito ao voto.
A Primavera dá os primeiros passos
e os dias tocados ao ritmo de Verão, ocasião para os pólenes se libertarem e
aos indefesos idosos criarem mal estar que, só por piedade da mãe soberana,
fazem aparição entre os pares.
Nove convivas, entre lombos e
trincãozinhos repartidos, entregam-se à degustação sem complexos, talvez
resguardados pela enzima que, sendo prodigiosa, tudo digerem mesmo que à
feijoada recorram, feijoada que, sendo transmontana, dos enchidos de Vinhais
fazem gala. Gala mereceu o amigo Zenóbio pelas 81 primaveras comemoradas e
agora redobradas, pois manda a tradição, ainda a enzima do anonimato vivia, já
os velhos marinheiros, bar aberto, os estômagos apaziguavam, os amigos
saudavam.
POR FAVOR, AOS ESTÔMAGOS
DESPREVENIDOS, REFORCEM ENZIMAS, DAS PRODIGIOSAS POIS ENTÃO! EM CASO DE DÚVIDA,
CONTATEM O XICO.
João Sadler Simões
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