sábado, 5 de outubro de 2024

COMEMORAÇÕES DO SEXAGÉSIMO ANIVERSÁRIO DO CURSO

 PRÓ-MEMÓRIA DA VISITA À ESCOLA NAVAL

 S. Jorge que se cuide, pois cuidar de velhos marinheiros, cujo engenho e arte ao D'Artagnan pede messas, não é tarefa para humanos quanto mais para santos. Espada de bainha apartada e  simbologia esquecida, e eis que, o fino corte se abate em chantilly, qual juramento de obediência à pastelaria dita de referência. PARABÉNS A VOCÊ...sessenta anos, com pompa e circunstância comemorados, pois aos presentes, a casa que os une, tem no botão de âncora símbolo de união e na espada de poder.
HERÓIS DO MAR, festival a preceito para cobrir espaço, antes de vocação naval agora de vocação gastronómica,  a Doca da Marinha, essa mesmo que, nos anos sessenta, foi local de ordem unida, tão unida que, contra ventos e marés, persiste em tom de camaradagem, cimento de exortação, em parada dirigida. Antes vedeta agora limusina, antes uniforme agora fato,  o rumo ao Alfeite traçado, deu sentido ao Curso Hermenegildo Capelo, ao espirito apelando para aos ausentes dar expressão. Celebrado o sentimento pela palavra de Deus, invocada a instituição em exortação cuidada, a cataplana, artefacto pelo Algarve conservada, deu expressão à forma cuidada como o Comando da EN olha para os seus! BEM HAJAM
João Sadler Simões

EXORTAÇÃO AO AO CORPO DE ALUNOS
Exmo Senhor CALM Rodrigues Campos, Comandante da Escola Naval, as minhas primeiras palavras são de agradecimento em nome do Curso Hermenegildo Capelo, ao Comando da Escola pelo acolhimento caloroso com que nos receberam e por nos proporcionar este momento, tão especial e emotivo em que nos podemos dirigir presencialmente ao actual Corpo de Alunos, quando celebramos os nossos 60 anos de admissão à Escola Naval. O nosso profundo agradecimento!   
Corpo de Alunos da E.N.,
Encontramo-nos aqui, perante vós, no âmbito da celebração do 60º aniversário do nosso ingresso na Escola Naval, concretizado no dia 1 de Setembro de 1964.
Iniciámos o percurso 75 cadetes; hoje, aqui, representamos todos os que cumpriram uma carreira até à reforma e os que optaram por percursos profissionais diferentes. Lembramos com respeito e muita saudade os nossos camaradas de Curso, já falecidos.
A frequência da Escola Naval mantem-se viva na nossa memória e, inequivocamente, constituiu o denominador comum do nosso percurso na Marinha, assegurando a continuidade dos laços de camaradagem pela via da amizade e da solidariedade.
Para além da interiorização dos valores militares, a componente académica e as aprendizagens iniciais, desde a terminologia e prática marinheiras aos procedimentos navais, marcaram-nos de modo muito vincado e serviram-nos de referência para toda a carreira. O mesmo, decerto, acontecerá convosco.
Neste intervalo de 60 anos são patentes as inúmeras mudança a que assistimos, para além da mudança do regime político em 1974: aplicação de inovações científicas e tecnológicas, aumento das actividades em terra em benefício das missões no mar, alterações legislativas e regulamentares, renovação de meios navais, redução de efectivos, alienação de instalações em terra etc. Mas, no essencial, as principais missões da Marinha mantêm-se: participar na defesa nacional juntamente com os outros Ramos das Forças Armadas e exercer a autoridade do Estado nos espaços marítimos sob jurisdição nacional. Por outro lado, o mar não mudou; a navegação e as acções navais requerem guarnições treinadas com conhecimento e competência ao nível das inovações instaladas e, em particular, oficiais bem preparados e com elevada capacidade de liderança.
A Marinha é uma instituição nacional com tradições centenárias, extremamente considerada pela sociedade portuguesa e, igualmente reconhecida pela actuação contemporânea consistente, não só na componente essencialmente militar, como também na vertente de autoridade marítima nacional. Servir numa instituição com um nível de prestígio social tão elevado permite, por um lado, que todos quantos nela trabalham se sintam orgulhosos mas, por outro lado, impõe padrões de actuação permanentemente muito exigentes.
De entre os efectivos dos oficiais formados na Escola Naval é, a seu tempo, feita a escolha e nomeação dos titulares para os cargos mais importantes quer na Armada, quer na cúpula das Forças Armadas, quer ainda, em organizações militares internacionais a que Portugal pertence. Vós sois, no futuro, os potenciais candidatos a essas importantes funções. 
Corpo de Alunos da E.N.,
Pelo que ficou expresso, a experiência de vida que sintetizámos após 60 anos, permite exortar-vos a aproveitarem de modo tão completo quanto possível o tempo do curso que estais a frequentar - por um lado almejando bons resultados na formação académica, por outro, assimilando de modo inequívoco as exigências da condição de militar e apreendendo as particularidades da vida naval não só no contacto com docentes e com outros militares em serviço na Escola Naval, como também em unidades e organismos que visitem ou onde estagiem, com especial ênfase nos períodos de embarque, esforçando-se por bem fazer, cumprindo a divisa desta Escola.
O Curso Hermenegildo Capelo deseja-vos o maior sucesso no curso e uma brilhante carreira Naval.
Victor M. Gonçalves de Brito 
CALM ECN (ref)

sexta-feira, 27 de setembro de 2024

EVENTOS DE OUTUBRO

Convívio anual da família HC na Messe de Cascais, por ocasião do 60º aniversário do CURSO, a ocorrer no sábado dia 26.
Aniversários:
18 - (1944) --- Alberto Serrano Fontes    
19 - (1945) --- Jaime Alexandre Vellez Caldas                     
20 - (1946) --- João Costa Ruas
Aos aniversariantes enviamos forte abraço e votos de um dia muito feliz.
O GT HagaCê

terça-feira, 24 de setembro de 2024

ALMOÇO CONVÍVIO DE SETEMBRO

 

Levante, ventos que do Mediterrâneo crescem, vagas em água morna, agitação que, do mar ao areal, não deixa ninguém indiferente. Bandeira amarela, talvez rosada e, apanhar as ondas é desafio para os mais afoitos e, claro, talvez insensatos! O Verão se despede, os horários, árdua tarefa dos professores, são consulta obrigatória, as portas do novo ano escolar se abrem e as emoções também. 
Emoções ou talvez não, se para uns o novo aí está, para outros, nada de novo se passa, pois as portas dos octogenários estão aí até porque, agora e sempre, se o tempo para pouco resta e, se algo resta, ninguém que experimentou restou para contar!
Tal como o bem e o mal, nascer e morrer estão inseparáveis, nascer transportado em bico de cegonha, fica para os que acreditam e esses, por vezes, duvidam e teimam restando prova, onde a cegonha dá lugar ao registo civil e suas certidões narrativas!
Geometria descritiva, essa ciência que teima em viver o invisível, dá ao equinócio razão de ser pois, desde remotos estudos dos nossos antepassados, as retas quando se intersectam, um ponto resta e esse, quando justaposto ao Sol, gera o Outono ou a Primavera, assim o local da elipse que dá sentido ao planeta que tão mal cuidamos. Estranho, mas quem disse que a Geometria Descritiva está ao alcance de todos? Salvo melhor opinião, transar o espaço e nele seguir lógica, só aos lunáticos diz respeito!!!
Lunáticos, calvos ou próximo, com sentido apurado de observação e memória distante, distantes ficam quando, em tertúlia, as caras se cruzam, EMOJIS se somam!
O número, que para a estatística é oxigénio, só define a geometria do espaço (círculo, retângulo ou quadrado), assim a tática, em tempo mortal para os castelhanos, agora essencial para os capeleanos. Sete convivas em mesa redonda, com o Zurara no centro das atenções, atenções de igual pendor, quando ao monumento dos descobrimentos diz respeito. Se assuntos nunca em carência ficam, agora, que os sessenta deixaram de ser miragem, a escola que entre a mata do Alfeite sobressai, ao tempo apela, pois é tema sem fim. Agora, que por Setembro ficamos, tal como a retoma política está associada a local, aos HC's, a retoma das Tertúlias está associada às terças, e estas, quando quartas ficam para a história. Será por conjugação dos astros? O que é certo, embora com audiência reduzida, mobiliza, encanta é terapêutica. 
Agora o CMN amanhã a Escola Naval, os sessenta, por certo bem vividos, deixaram esteira por muitos seguida, ou seja, as águas são rota por alguns batida.
A saudade, enigma de uma sociedade inquietantemente em mudança, uma vez servida em filet dourado, é debatida em reunião, tão vivida tão unânime, quanto o mar de todos os sonhos há sessenta anos desafiou! 
Santos e pecadores, todos em são convívio, agora que Outubro se anuncia, o DIA DO HC esperam, espera que, Messe de Cascais de assalto, será dignamente comemorado. Até lá…
João Sadler Simões


segunda-feira, 23 de setembro de 2024

CONVÍVIO DE SETEMBRO

 

Conforme recentemente divulgado, o convívio mensal de setembro terá lugar  amanhã, terça-feira, dia 24, no Clube Militar Naval. Rendez-vous pelas 12.15h e almoço às 13.00h. 
Pelas 14.15h, reunião HC60.
Saudações capeleanas,
O GT HagaCê

quinta-feira, 29 de agosto de 2024

EVENTOS DE SETEMBRO

Encontro mensal no CMN terça-feira, dia 24. Rendez-vous pelas 12.15h, seguido de almoço pelas 13.00h. Após o almoço, pelas 14.15h, realizar-se-á reunião HC-60.
Aniversários:
03 - (1944) --- Valter MARTINS VAIRINHOS                        
06 - (1945) --- João SADLER SIMÕES                                    
23 - (1946) --- Pedro SOUSA SANTOS                    
25 - (1945) --- Joaquim Alho PEREIRA LINO                         
Aos aniversariantes enviamos forte abraço e votos de um dia muito feliz.
Também nascido neste mês homenageamos e lembramos com saudade:
25 - (1943) --- José Manuel CORREIA GRAÇA que nos deixou em 06NOV2010.
O GT HagaCê

terça-feira, 30 de julho de 2024

EVENTOS DE AGOSTO

Encontro mensal no CMN não se realiza neste mês (férias dos netos…)
Nascidos neste mês homenageamos e lembramos com saudade:
11 - (1945) --- João Carlos CORREIA MARQUES, falecido em 19MAI2023                              
13 - (1945) --- Álvaro RODRIGUES GASPAR, falecido em 19MAR2019
31 - (1945) --- João FERREIRA MARTINS, falecido em 07MAR2019
O GT HagaCê

quarta-feira, 24 de julho de 2024

ALMOÇO CONVÍVIO DE JULHO

 

EMOJI, pictograma redutor da palavra, redutor do sentimento, acaricia o ego, suplanta a ideia, é moda em sociedade, onde a prova/desafio presencial, é temido, é desconfortável. 
Estou só, os tons e sons que dão à vida razão de ser, confundem-se com a resolução/decisão e, por falsos contactos ou jogos de imagens, evito o palco que ao mundo expõe, enfim, escondo-me, ao emoji recorro!
O Verão, transporta os emojis até então influencer's da sociedade, para a vida real, põe a descoberto a verdadeira face dos que, até então, não passaram disso mesmo e, como conto de fadas, deixo-me iludir pelos caminhos da vã glória e, turista assumido, invisto nos percursos aos mesmos destinados, e são muitos e diversos. A "galinha dos ovos de ouro" a rendição ao turismo do conhecimento, sentimento e seus associados, revertendo em museu ou, em passadiço, tudo o que no exterior complemente e sugestione, é vê-los, guia de girassol ao alto, dando aos sentidos sentido único, pois o tempo é de aproveitar.
Fadiga no tope, pés reclamando, boa onda para o que se apresta dia após dia!
EMOJIS, esses senhores da modernidade, acompanhantes de luxo, ao luxo se dão de ter o dia, de comemorar quem os "deu à luz", é 17 de Julho, não esqueçam!
O céu o mar e a terra, tudo serve para pretexto, tudo serve para, lado fútil da vida a tope, preencher os dias com o belo, tese de S. Tomás de Aquino,  tudo o que é belo à vista! E a beleza interior? Essa, em vida fútil e apressada, cai no esquecimento! Apressados não estiveram os quatro convivas, que em comum têm vida, tão expressiva e rica que, aos emojis é estranha, basta saber escutar, basta às histórias narradas, dar contexto!
Aos da linha, que por adequação à idade e movida turística, ao metro começam a virar costas, resta o táxi,  tão ameaçados pelos TVDE, para, embora de outras origens, em defensores de Chaves se armarem! Viram por aí o Paiva Couceiro? Fiquemos pelo Zurara pois então, e bem servidos ficamos pelas boas e renovadas histórias que conta, histórias que, tem na peregrinação de Fernão Mendes Pinto/Minto, expoente cantado, de forma eloquente, pelo Fausto, agora precocemente desaparecido. Fica o vasto cancioneiro, de vincada assinatura.
Por fim, histórias contadas e gargalhadas descontroladas, aos quatro restou, leoninamente, aceitar a derrota, sim porque, o tempo, sempre vence sempre afasta quem uniu!
Até Setembro, ondas surfadas bronze a gosto e, claro, aos emojis que teimam em colorir a vida apressada, um bem-haja.
João Sadler Simões