PRÓ-MEMÓRIA
Vichy, de lês a lês procurada, de
lês a lês sentida como elixir da juventude ameaçada, Vichy pelo Petan
notabilizada, capital gaulesa que reescreveu a história em tons cinza, antes
colaboradores hoje cuidadores! Enfim, a Vichy portuguesa, a história
reescreveu, ao Afonso I deu cuidado, à nação nascente deu futuro.
Com o IASFA em comandita, o Pai
Nicolau ofereceu pacote, meia pensão e SPA, aos Beneficiários do IASFA e,
oferta de Primavera a preceito, a Vila de Banhos abre portas a nobre comitiva:
nove casais a tais artes habituados, pois por Manteigas deixaram esteira!
Bons ventos nos esperam, caminhos
nem sempre a todos acessível e eis que, paragem técnica lá por terras de
Pombal, o tal inspirador de campeões, fonte de energia para a jornada restante,
até aos saudáveis ventos à beira Vouga!
Passadiços vencidos, não os do
Paiva mas os da Sagres, que podem os velhos temer, senão a vitela arouquense,
em nobre assembleia, servida por destinos traçados pelo guia turístico Alberto,
sem reparo. Bem-haja amigo pelo valioso contributo!
Entretanto, quais Ulisses as
tormentas enfrentando, Penélopes ao GPS dando conta, o destino deu brado,
estamos no hotel do PARQUE, bem cerca do BALNEÁRIO D. Amélia recorrente nos
cuidados reais.
A Marinha que, lá por Setúbal faz
do Vasco Gama seu momento, não vai cair no esquecimento, tal como, celebração
em carro de apoio servida, e eis a Penélope Maria do Céu, uma lágrima no canto
do olho, entre amigos, voando sobre um livro de memórias: "PARABÉNS AMIGA
E QUE ENTRE NÓS CONSTES PARA MEMÓRIA FUTURA".
Terras do Demo, senha de Viriato,
quis o destino que, geoparque de Arouca em devassa, se escrevesse mais uma
página dos acidentes HC! De Coimbra a Arouca, 112 em alerta máximo, e eis que:
"Olha aquele senhor a rebolar em panorama da Frecha da Mizarela! Ah, mas é
o Carlos, o Viegas, de Bragança ao Mizarela, a queda que deu para contar e tratar,
foi a do Carlos claro e, primeiros socorros pela Carla assegurados...segue
viagem. É que em terra de parideiras talvez não passe de uma queda parida, esta
de carne e osso pois claro!
Curva e contra curva, a carne
assada arouquense brilhou, até para a desabonada o saldo deixou. Estamos em
Arouca e, mal seria se, a volta ao convento ficasse por dar, até porque, na
outra margem, castanhas roscas e charutos, faziam da pedra granítica, apelo
doce! A Mafalda que perdoe, mas entre pedras graníticas e doces conventuais,
estes fazem demora consome tempo!
A paleontologia, os fósseis que
resguardados estavam para o passo seguinte, rota batida as curvas do tempo sem
margem foram adiados, e, como fósseis têm todo o tempo do mundo, nós é que não!
Fica para a próxima!
Já a ovação soava quando, o nosso
guia turístico, o Alberto, impunha destino próximo, a pose de família para
memória futura. Formatura garantida, dor esquecida foto tirada!
Então e o bingo? Alguém deu vaia,
pois este sim, sendo chinês paciente é! Talvez amanhã, pois o saxofone e jazz
ligeiro em recanto do bar, é incompatível com as vozes! Enfim melhor noite
virá!
Época de privações, guerra ou
ambiente, tem na mão do homem o seu agente, de tal modo que, o ar que
respiramos, do Saara servido, aos velhotes é indesejável, talvez por isso,
costa a costa, a água é bombada, hidromassagem que os males atenua,
ombros, costas e ancas, a bela água ou vapor faz milagres: turco, sauna e
imaginem, duche sensorial que, do vermelho ao azul, o "banho índio"
as memórias assalta, ai coração que não me deixas em paz! Lembram-se?
S. Pedro milagreiro, testemunha
dos hóspedes afoitos e, em volumosa caixa e normativo adequado, sala de jogo
ajustada pelo "croupier Manel", a tensão cresce, ASAE em rescaldo por
outras paragens, bolas em elegante tombola, afinação ocasional e bola rola, com
a rebeldia indesejada e o coração excita! Bingo grita o Ferreirinha, cêntimo a
cêntimo conferido, o sorriso de orelha a orelha, é felicidade é amor à arte de
bem aforrar!
Parabéns amigo.
Para o fel da derrota, nada como o
doce regional de Portalegre, belas bolas de ovo que, para este humilde redator
de crónicas avulsas, são prenúncio de SAUDADE. Obrigado Maria Arlanda!
Enfim, gira a tombola e, ao bis do
Ferreirinha resta o som: SORTUDO!!!
O croupier Manel ditou leis e,
para amargo dos perdedores, a sala fechou, em véspera de regresso ao bom porto
de abrigo, o quarto d’Alva, malas feitas dívidas pagas, destinos diversos o
mesmo sentimento: AMIGOS PARA SEMPRE SAUDADE ETERNA.
ATÉ BREVE!
João Sadler Simões

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