PRÓ-MEMÓRIA
TasCastiço, talvez por ironia,
talvez por dever de ofício, talvez pela memória do ano que se eclipsa, estás
castiço e aos demais assume o teu feitiço pois, rodeados do terror, um sorriso
nos lábios não só convém como é contagiante.
Talvez o que de comum se tira de
Amália, Cleópatra, Frida Kahlo, Maria da Fonte e Marilyn Monroe, além de serem
mulheres notáveis, serem castiças no estrito senso da casta única que, enquanto
cidadãs, representam.
Traço identitário da ementa servida,
será por certo forte pretexto para, homenageando as mulheres que connosco
partilharam e partilham a mesa, fertilizam o pequeno mundo a que pertencemos, O
MUNDO HC! BEM HAJAM!!!
É cenário escolhido para abrir
portas a 2026, o hotel Vila Galé de Évora, paredes meias com Diana, deusa da
fertilidade e da caça, inspirada em Artemis, esta em versão grega, adequado
registo para a folia a S. SILVESTRE devida. Se em 2014 o HC celebrou o cante
alentejano em celeiro, agora, em unidade hoteleira, igual ambiente se vive,
pois o Vila Galé assim rodeia os seus visitantes:
"O
HOMEM NUNCA DEVIA
A SUA EXISTÊNCIA ACABAR
NEM NUNCA SE FAZER VELHO
PARA SEMPRE NAMORAR"
Enfim, de antevéspera fundeados, sete
casais vivem o presente, pois esse, já ninguém o tira!
A lagosta, essa eterna presença
que tanto qualifica um réveillon, a lagosta, de norte a sul, de leste a oeste,
por vezes suada, desafia a deusa da caça, desafia os paladares, tão diversos,
dos velhos marinheiros e suas penélopes que, embora dispersos por duas mesas
que, távola redonda a dez contida, a aritmética, essa área na matemática
contida, nem com a IA resolveu! Mas não é esse o desígnio do RÉVEILLON,
revolver a ordem estabelecida, mais que não seja por uma noite?
Muralha dentro muralha fora, a
movida HC, fez por isso e, até os passos mediu e os quilómetros registou, pois
a Manela, com IA ou sem ela, assim deu conta, mesmo que, um tal pavão de jardim
real a distraísse! S. Pedro deu um jeitinho e os amigos ao pernil!
Já os doces sabores da queijada de
Évora, em pleno Giraldo, eram boa nova, quando, notado ficou o boné de corte a
preceito, compensação às agruras da vida e das nortadas sentidas em ponte alta
pelo VELHO MARINHEIRO e engenheiro, pois o Sol de Inverno, sendo aclamado é
matreiro. Enfim, quem ama cuida!
À Raimundo Raimundo, que recanto
ocultas, a boa mesa corrida que o Galé nos recusou tu ofereceste, e que boa
ocasião curtimos, pois da sopa às migas, por muita observação levantada, à
família que as portas abriu para nos receber, não se diz não, pois quem assim
cuida castiço é.
Porta do Raimundo ultrapassada,
logo o local de todas as evasões surge, pois a elegante noite que se segue com
gala se vive, o traje capricha e, pé na dança, o ano novo se saúda com
espumante pois claro, e as passas aos desejos associadas...veremos se se
cumprem.
Por cumprir sim, ficou a mesa, tão
longa quanto os convivas, tão longa quanto o sentimento que nos une.
Sala lotada, ementa suada, dança
sem espaço, pois o espaço, esse, é valor, é ganho. Enfim, pouco se ouvia mas
muito se tentava, tanto ou tão pouco, que os intrusos breve estavam envolvidos.
TasCastiço e, de brunch na mesa,
coube saudar o primeiro de um ano que, sendo novo, irreverente surgiu!
BOA VIAGEM, E UM 2026 COM SAÚDE
João Sadler Simões

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